Monday, November 24, 2014

Abordagem Comportamentalista - Imagens



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Sunday, November 23, 2014

O Homem, o Mundo, a Sociedade-Cultura, o Conhecimento e a Educação na Abordagem Comportamentalista

O homem:

O homem é uma consequência das influências do meio ambiente. O ideal é se transferir o controle ambiental para o próprio sujeito para que ele se torne auto-suficiente.

Segundo Skinner, o homem autônomo é um dispositivo empregado para explicar o que não podemos explicar por outro meio qualquer. A ciência não desumaniza o homem, não lhe retira a condição de homúnculo, e deve fazê-lo se quiser evitar a abolição da espécie humana. Somente se desapossando (o homem) poderemos voltar-nos para a as causas reais do comportamento humano. Somente então poderemos voltar-nos do inferido para o observado, do milagroso para o natural, do inacessível para o manipulável.

O mundo:

O meio pode ser manipulado. O comportamento por sua vez, pode ser mudado modificando-se as condições das quais ele é uma função, ou seja, alterando-se os elementos ambientais. O meio seleciona.

Para que a formulação das relações entre um organismo e seu meoi ambiente seja adequada, devem-se sempre especificar três aspectos:

- a ocasião na qual a resposta ocorreu;
- a própria resposta, e
- as consequências reforçadoras.

Segundo Skinner, o comportamento gerado por um conjunto dado de contingências pode ser considerado cientificamente, sem que se tenha que apelar para estados ou processos internos hipotéticos.

Sociedade-cultura:

A abordagem comportamentalista propõe uma modificação social, que só se realiza de forma eficiente quando uma infra-estrutura sócio-cultural, coerente com os significados que ele atribui à sociedade e à cultura, estiver presente, disse Skinner.

Conhecimento:

A experiência planejada é considerada a base do conhecimento.

Skinner não se preocupou com processos, mas preocupou-se com o controle do comportamento observável. Para ele o comportamento é um desses objetos de estudo que não pede método hipotético-dedutivo. O conhecimento é portanto estruturado indutivamente, via experiência.

Educação:

A educação está intimamente ligada a transmissão cultural, pois deverá transmitir conhecimentos, assim como comportamentos éticos, práticas sociais, habilidades consideradas básicas para a manipulação e controle do mundo, do ambiente.

Ao se tomar consciência do poder controlador que a educação assume, passa-se a se conceber o ensino de uma maneira diferente.

O sistema educacional tem como finalidade básica promover mudanças nos indivíduos, mudanças essas desejáveis e relativamente permanentes, as quais implicam tanto a aquisição de novos comportamentos quanto a modificação dos já existentes.

O comportamento é moldado a partir da estimulação externa, portanto o indivíduo não participa das decisões curriculares que são tomadas por um grupo na qual ele não faz parte.

A escola é considerada e aceita como agência educacional que deverá adotar forma peculiar de controle, de acordo com os comportamentos que pretende instalar e manter.


Fonte:

Mizukami, Maria das Graças. As Abordagens dos Processos. SP, EPU, 1986




Pavlov

Ivan Pavlov


Ivan Petrovich Pavlov (em russo: Иван Петрович Павлов) (Ryazan, 26 de Setembro de 1849 — Leningrado, 27 de Fevereiro de 1936) foi um fisiólogo russo.

Foi premiado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1904, por suas descobertas sobre os processos digestivos de animais. Ivan Pavlov veio no entanto a entrar para a história por sua pesquisa em um campo que se apresentou a ele quase que por acaso: o papel do condicionamento na psicologia do comportamento (reflexo condicionado).

Na década de 1920, ao estudar a produção de saliva em cães expostos a diversos tipos de estímulos palatares, Pavlov percebeu que com o tempo a salivação passava a ocorrer diante de situações e estímulos que anteriormente não causavam tal comportamento (como por exemplo o som dos passos de seu assistente ou a apresentação da tigela de alimento). Curioso, realizou experimentos em situações controladas de laboratório e, com base nessas observações, teorizou e enunciou o mecanismo do condicionamento clássico.

A idéia básica do condicionamento clássico consiste em que algumas respostas comportamentais são reflexos incondicionados, ou seja, são inatas em vez de aprendidas, enquanto que outras são reflexos condicionados, aprendidos através do emparelhamento com situações agradáveis ou aversivas simultâneas ou imediatamente posteriores. Através da repetição consistente desses emparelhamentos é possível criar ou remover respostas fisiológicas e psicológicas em seres humanos e animais. Essa descoberta abriu caminho para o desenvolvimento da reflexologia e psicologia comportamental e mostrou ter ampla aplicação prática, inclusive no tratamento de fobias e nos anúncios publicitários entre outras aplicações da medicina e ciências cognitivas.


Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ivan_Pavlov

http://braveneworldunb.files.wordpress.com/2013/10/tirinha-explicando-o-condicionamento-pavloviano.jpg?w=750

Skinner

Burrhus Frederic Skinner


Burrhus Frederic Skinner (Susquehanna, Pensilvânia, 20 de Março de 1904 — Cambridge, 18 de Agosto de 1990) foi um autor e psicólogo americano.

Conduziu trabalhos pioneiros em psicologia experimental e foi o propositor do Behaviorismo Radical, abordagem que busca entender o comportamento em função das inter-relações entre a filogenética, o ambiente (cultura) e a história de vida do indivíduo.

A base do trabalho de Skinner refere-se a compreensão do comportamento humano através do comportamento operante (Skinner dizia que o seu interesse era em compreender o comportamento humano e não manipulá-lo.

O trabalho de Skinner é o complemento, e o coroamento de uma escola psicológica. Skinner adotava práticas experimentais derivadas de física e outras ciências.

Outros importantes estudos do autor referem-se ao comportamento verbal humano e a aprendizagem.


A principal contribuição de Skinner para a Psicologia foi o conceito de Comportamento Operante que descreve um tipo de relação entre as respostas dos organismos e o ambiente. Diferente da relação descrita no comportamento respondente onde um estímulo elicia/gera uma resposta, o comportamento operante descreve uma relação onde uma resposta que gera uma consequência (ou apenas é acompanhada por essa como no caso do comportamento supersticioso) tem a sua probabilidade de ocorrer novamente em um contexto semelhante modificada pelo efeito desta consequência sobre a interação. 

Consequências que têm valor de sobrevivência para os organismos têm as respostas que as geraram reforçadas, aumentando a probabilidade de que a mesma volte a ocorrer em um contexto semelhante, ao passo que consequências que trazem prejuízos aos organismos têm as respostas que as geraram punidas, reduzindo a probabilidade de que a mesma volte a ocorrer em um contexto semelhante. 

Nesse sentido, o behaviorismo radical vai entender o comportamento do ser humano e dos outros organismos como uma interação entre estímulos do ambiente e respostas do organismo, sendo determinado por três tipos de seleção, a saber: filogenética, ontogenética e cultural. 

O primeiro nível de seleção, a seleção filogenética se refere aos repertórios compartilhados por uma mesma espécie, o qual é determinado pela história evolutiva da mesma. O segundo nível de seleção, a seleção ontogenética se refere ao repertório particular de cada indivíduo ou organismo, o qual é determinado por sua história de vida ou histórico de reforçamento. E o terceiro nível de seleção, a seleção cultural se refere ao repertório compartilhado por indivíduos de uma mesma cultura, sendo este de maior importância para compreender o comportamento humano e de outros animais que apresentam algum tipo de comportamento social.


Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Burrhus_Frederic_Skinner

Watson

John B. Watson



John Broadus Watson foi um psicólogo norte americano, considerado o fundador do comportamentismo ou comportamentalismo (ou simplesmente behaviorismo).
Foi um aluno médio, durante o seu percurso escolar, até chegar à Universidade de Chicago. Frequentou o curso de Filosofia, mas desiludido com a orientação, muda para Psicologia.
Para suportar as suas despesas pessoais, aceita como trabalho a limpeza dos gabinetes da Universidade, bem como a vigilância dos ratos brancos dos laboratórios de Neurologia. Doutorou-se depois em Neuropsicologia, defendendo uma tese sobre a relação entre o comportamento dos ratos de laboratório e o sistema nervoso central.
Como professor de psicologia animal, desenvolveu investigações, fundamentalmente sobre o comportamento de ratos e macacos. São as suas experiências com animais, controladas de forma rigorosa e objetiva, que lhe vão inspirar o modelo de psicologia. Os mesmos procedimentos poderão ser aplicados pelos psicólogos se eles se debruçarem sobre o estudo do comportamento humano. Daí que Watson assumisse claramente a abolição da barreira entre a psicologia humana e a psicologia animal.
Com 29 anos, foi leccionar na Universidade de Baltimore, onde desenvolveu, durante 13 anos, o fundamental da sua pesquisa, instalando um laboratório de psicologia animal. Em 1913 publicou o artigo "A Psicologia como um comportamentista a vê", onde apresenta os fundamentos da sua teoria.
Com a Primeira Guerra Mundial, interrompeu a sua atividade profissional para ingressar no exército, participando numa campanha militar na França.
Em 1918, retomou a investigação, estudando a primeira infância, mas um divórcio tumultuoso devido à sua paixão por sua assistente, para quem escreveu tórridas cartas de amor, que vieram a público, desmoralizando seu trabalho como pesquisador acadêmico, obrigando-o a abandonar a Universidade. Ingressou numa agência de publicidade e dedicou-se paralelamente à divulgação das suas teorias junto de um público mais amplo. Depois de aposentado, retomou as suas investigações na psicologia.
Para Watson, a psicologia não devia ter em conta nenhum tipo de preocupações introspectivas, filosóficas ou motivacionais, mas apenas e simplesmente os comportamtnso objetivos, concretos e observáveis.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/John_B._Watson


Comportamentalismo

Behaviorismo


Comportamento, conduta, também designado de comportamentalismo, ou às vezes comportamentismo, é o conjunto das teorias psicológicas que postulam o comportamento como o mais adequado objeto de estudo da Psicologia. O comportamento geralmente é definido por meio das unidades analíticas, respostas e estímulos, investigadas pelos métodos utilizados pela ciência natural chamada Análise do comportamento. Historicamente, a observação e descrição do comportamento fez oposição ao uso do método de introspecção. 

Se caracteriza pelo primado do empirismo, que é um modo filosófico, uma doutrina que se baseia na experiência, exclusivamente como unica ou principal fonte de conhecimentos. Na ciência é utilizado quando falamos no método científico tradicional, que se baseia na observação do mundo, ao invés da intuição ou fé. 

Os modelos são desenvolvidos a partir da análise dos processos por meio dos quais o comportamento humano é modelado e reforçado. Implicam recompensa e controle, assim como o planejamento cuidadoso das contingências de aprendizagem das sequências de atividades de aprendizagem, e a modelagem do comportamento humano, a partir da manipulação de reforços, desprezando os elementos não observáveis ou subjacentes a este mesmo comportamento. 

Alguns comportamentalistas: 

John B. Watson (1878-1958)


Ivan P. Pavlov 



Burrhus Frederic Skinner (B.F. Skinner) 


Fonte: 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Behaviorismo

Mizukami, Maria das Graças. As Abordagens do Processo. SP. EPU, 1986